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Local: Itatiba, SP, Brazil

Só um olhar

26/07/2009

"Era uma vez uma menina que amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dela.
Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando.
O que é que eu faço? - perguntou ao prefeito, à amiga, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina.
Fala pra ele! - diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ela não tinha coragem.
E se ele não a amasse?E se não aceitasse todo o amor que ela tinha pra dar?
Ela ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.
Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar.
Um polvo que se agarrasse a ele - se tem 8 braços para os abraços, por que não 4 corações para as suas paixões?
Ela é que não dava conta, era só uma menina, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo."
(Antônio Prata)


Era uma vez...
Sempre me perguntei porque as histórias começam assim, era uma vez?

Não vou começar assim, porque não "era uma vez", é uma vez, mas não só uma, são varias vezes, a mesma história, só mudam os atores que interpretam os personagens.

Ja falei sobre uma menina que não chorava, falei também sobre uma menina que se apaixonou por um personagem de Alexandre Dumas, falei sobre uma menina que prefere os amores platonicos aos reais...

Agora vou falar sobre uma menina que amava demais.
Essa menina cometia muitos erros e dentre eles buscava um acerto.

Foram tantas as pessoas que passaram pela sua vida, e em cada uma delas a menina tentou canalizar todo esse amor.
Mas não adiantou.

A menina sabia que o coração batia acelerado, quando ela menos esperava.
E foi assim sempre, bastava um olhar pra ela saber que seria impossivel tirar aquele garoto da cabeça.
Aquele olhar era o inicio do fim de sua paz.

E foi assim, certa vez, ela estava se recuperando de uma paixão súbita por um moço que costumava roubar o chão de muitas meninas, e roubou o dela também.
Mas como poderia ser diferente?

Com aquele beijo, aquelas palavras, aqueles acordes...
Uma camiseta basica, uma calça larga, um crocs nos pés e um violão nas mãos.

Era uma combinação perfeita, a fórmula exata para conquistar corações.
E quando ela estava com o coração surrado, pisoteado, cansado.
Foi nesse momento que ela aceitou um convite.
Um convite qualquer, de uma pessoa qualquer, um alguém de quem ela não esperava nada.
E o nada, passou a ser seu tudo.

No entanto a menina parecia ter sido predestinada a dor, e o tudo voltou a ser nada com a mesma velocidade que passou de nada a tudo.
Seu coração de muletas, rastejando, fadigado, extremamente cansado, não teve forçar pra lutar.
Se entregou a derrota.

E assim ela optou pela segurança dos garotos que não faziam seus batimentos cardiacos acelerar, nem mesmo sentia as pernas moles e no estomago nenhuma borboleta batia asas.
Conheceu um garoto que ela ja conhecia, ele tinha uma namorada, mas ela não se envergonhava disso, nem mesmo se sentia mal ou com algum tipo de culpa.
Ele era seguro.
Sem emoções, sem noites em claro, sem música nem poesia.

Mas essa menina gostava de beber.
E em uma saída casual com os amigos, tomou alguns goles e deixou sua armadura em casa.

Ela viu um garoto, um garoto que ela ja tinha visto, em outros bares, em outras festas, em outras ocasiões.

Mas agora ela estava tão vulneravel, tão sensivel, ela ja não estava mais segura, e naquele instante ela se lembrou.
Lembrou com perfeição de um olhar.

Eles ja haviam se olhado daquele jeito, sabe, jeito de quem quer olhar de novo, jeito de quem quer compartilhar mais algumas horas, eles se olharam com jeito de quem fica sem jeito.

E quando ela voltou pra casa, ela ja sabia, não podia mais fugir de olhares como aquele.
Ela tentou fugir, fingiu que aquele olhar não tinha acontecido, mas aquele olhar aconteceu, e aquele olhar foi determinante pra ela saber que seu coração esta velho e surrado mas ainda assim cheio de amor.

E agora ela sabe, talvez esteja predestinada mesmo a dor.
Mas ela não pode se enganar, ela pode esconder esse olhar, pode tentar esconder, mas ele sempre acabara voltando.
É o inicio do fim de sua paz.

Agora ela não é mais dona dos seus pensamentos, nao tem mais controle de suas emoções.
As cores voltaram a brilhar la fora, e as músicas voltaram a fazer sentido.

No fundo, ela sabe que o dono desse olhar talvez nem chegue a ser dela, nem por um só dia, ainda assim, por mais que ela busque um porto seguro, por enquanto estara aguardando na fila da montanha russa.

por ♥ Janinha ♥ @ 18:33 - 2 Comentários

Se eu fosse um garoto

24/07/2009

Se eu fosse um garoto Mesmo que só por um dia
Eu levantaria da cama de manhã Vestiria qualquer coisa e sairia

Pra beber cerveja com os amigos E paquerar as garotas
Eu me divertiria com quem quisesse E nunca teria que me explicar
Porque me defenderiam

Se eu fosse um garoto Acho que eu entenderia
Como é amar uma garota Juro que eu seria um homem melhor

Eu a escutaria Porque eu sei como dói
Quando você perde quem queria Porque não deu o devido valor
Tudo o que você tinha se destruiu

Se eu fosse um garoto Eu desligaria o celular
Diria a todos que está quebrado Para pensarem que dormi sozinho

Eu me colocaria em primeiro lugar E faria as regras do meu jeito
Porque sei que ela seria fiel Me esperando voltar pra casa
Voltar pra casa...

If I Were a Boy - Beyoncé


Ser garota é esperar.
Espero que ele me ligue, espero ele me procurar, espero que ele me queira.

Não posso lutar pelo amor dele,não posso chama-lo pra sair.

Espero que ele venha sozinho até mim, espero até que ele queira me ver, espero que ele me beije, espero que ele me abrace, espero que ele se declare, espero por ele.

E quando ele não liga, não vem, não faz o convite, não me beija, não me abraça?
Continuo esperando até que um dia ele o faça.

E se nunca fizer?
Tenho que esquece-lo.

E se eu não conseguir esquecer?
Claro que consigo.

Como?
Conhecendo outros garotos.

E se eu não quiser esquecer? Não quiser outros garotos?
Por que não iria querer esquecer? Se não esquecer, continuarei esperando.

Por que tenho que esperar? E se eu quiser ligar? Se eu quiser ve-lo?
Porque ele não quer me ver, provavelmente tera um jogo de futebol ou uma tia avó doente, se ele quisesse teria ligado.

Mas e se ele estiver inseguro?
Homens não são inseguros.

Eu queria ser um garoto.

Eu seria livre pra amar quem eu quisesse, poderia ligar quantas vezes achasse necessário, faria todos os convites que eu sentisse vontade.

Eu beijaria quando sentisse vontade, faria amor quando o desejo estivesse transbordando pelos meus poros, falaria dos meus sentimentos.
Eu queria ser um garoto pra não ter mais que esperar.

Queria ligar e perguntar o que esta havendo.
Queria ser um garoto pra entender em qual momento começou a dar errado.
Se eu fosse um garoto eu saberia porque em um isntante tudo esta perfeito, e no segundo seguinte tudo é nada.

Se eu fosse um garoto poderia fazer tudo errado, sempre.

Se eu fosse um garoto eu comeria menos chocolate.
Eu ia assistir menos filme romantico, teria que disfarçar menos as lágrimas.
Eu iria fazer menos compras, pois não precisaria tentar preencher nenhum vazio com futilidades.
Eu mentiria menos pra mim mesma.

Se eu fosse um garoto talvez não passase minha vida toda negando meus verdadeiros sentimentos e agindo contra minhas vontades.

Se eu fosse um garoto tudo seria mais fácil, mais simples.
Eu não teria medo.
Acho até que se eu fosse um garoto talvez voltasse a acreditar no amor e vivesse pelas certezas não pelas dúvidas.

Mas eu sou uma garota, portanto continuo esperando...

por ♥ Janinha ♥ @ 08:54 - 2 Comentários

Onde esta?

23/07/2009

Cada dia que passa risco mais um dos dias sem você no calendario da minha espera, e tu garoto onde esta?

Onde você esta além dos meus sonhos? Meus pensamentos?

Dia chato no trabalho, provocações infantis de pessoas invejosas na internet, me divirto as vezes com isso, mas hoje isso não passa de tédio pra mim.

Fico aqui, em frente ao computador, enquanto escuto a chuva cair la fora, ela escorre, pinga suave, queria estar andando pela chuva, totalmente nua.

Queria que a água percorresse todo meu corpo e tirasse dele cada pedaço de você que ainda existe em mim.

Quero tirar o gosto do seu beijo da minha boca, a suavidade do seu toque do meu rosto, quero tirar seu cheiro do meu corpo, quero tirar essa saudade do meu peito.
Onde esta você garoto?

Acabei de vir do bar, te procurei em um gole de cerveja, você não estava la, tentei mais um, dois, muitos. Mas não achei você.

Tu não tava na letra daquela música, tu não tava em nenhum daqueles olhares...
Agora estou aqui, de volta ao computador.
Se eu fumasse, acenderia um cigarro agora, um atras do outro, até me sentir zonza, tão zonza que não fosse capaz de associar meus próprios pensamentos.

Se eu fumasse, quem sabe eu não te encontraria entre um trago e outro?
Mas não fumo.

O que posso fazer agora é escrever essas palavras sem sentido e ir pra cama, bebi o suficiente pra dormir sem dificuldade, hoje talvez eu nem precise da nossa música pra adormecer.

Estou indo agora garoto, que saudades do verde dos teus olhos.
Ja te falei que eles combinam com meu edredom?

Te vejo em instantes, no mesmo lugar de sempre, tu sabe onde é, naquele lugar só meu...
Nos meus sonhos...

Ate mais então garoto!

por ♥ Janinha ♥ @ 18:36 - 2 Comentários

E é tudo tão real mas nada normal

16/07/2009

"Você vai me vencer, eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir
Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos foi vertigem
E é tudo tão real mas nada normal
"



Me olho no espelho, me vejo por inteira, passo um batom, dou uma última ajeitada no cabelo.
Toca o celular, ele chegou.
Pego a bolsa, dou mais uma olhada no espelho, fecho a porta, respiro fundo e desço as escadas.
Ele me aguarda dentro do carro, entro, sento ao lado dele e me pergunto o que estou fazendo ali.

Foi então que olhei pra ele, fazia algum tempo que não o via, mas era o mesmo.
Nos olhamos, uma troca timida de olhar.
Ele fez alguns elogios, falamos de tudo, e na verdade não dissemos nada, ele colocou uma música e me perguntou se eu gostava daquele som.
Não era o meu preferido mas combinava com ele, comigo, tinha jeito daquele momento.
- Esta com frio?
Não, eu não estava com frio. Ele parecia querer agradar.

Um bar.

Ele estacionou e antes de descer me beijou, um beijo desengonçado, timido, diferente, como tinha que ser.
Sentamos em uma mesinha de madeira, cadeiras altas, o bar estava lotado, e uma voz com um violão fazia um som no ambiente, misturado com as muitas pessoas que falavam todas juntas.

Bebemos.

Falamos de tudo e de nada, e um sentimento estranho invadiu minha alma, não sei dizer, mas senti uma euforia que não era causada somente pelo alcool.
Eu olhava pra ele e queria dizer o quanto aquilo estava sendo bom, queria que ele soubesse da magnitude daquele momento.

O beijo ja não era desengonçado, nem timido, agora era perfeito, uma sincronia como a de bailarinos em dia de estréia, um nervosismo misturado com ansiedade, um prazer indescritivel.
Eu gostava desses beijos, as linguas passeavam pela boca, mordidinhas nos lábios, ele passava a mão pela minha nuca e segurava meu cabelo com força, me puxava pra perto dele.

Era assim, suave e agressivo ao mesmo tempo, paradoxal, sensacional.

Ás vezes no meio do beijo, abria meus olhos e olhava pra ele, assim, de pertinho, ele entreabria seus olhos, e eu gostava de olhar pra ele desse jeito.
Esse olhos nos olhos, com a boca na boca, entrelaçados num abraço, e esse verde dos olhos combina com seu cheiro e combina com aquela música que ouvimos no carro.
Gosto de te olhar nos olhos.
Enquanto todo o resto é breu, teus olhos clareiam os meus, clareiam minha alma, me hipnotizam, fujo deles e volto pro teu beijo, parece mais seguro quando não te olho nos olhos.

Tu tem as frases certas, os gestos exatos, não comete nenhum erro.
Quem te ensinou a me conquistar?

E essa cena se repetiu algumas vezes, um bar, dois drinks, você e eu, nosso beijo, teus olhos, a mão na nuca, palavras que eu não te disse, elas estavam ali, prontinhas, mas eu não te disse.

Confesso.
Bem baixinho, só pra você.
- Estou com medo.
Medo! Isso mesmo, estou apavorada.
Porque você parece eu. Não eu como estou agora. Mas eu como sempre fui, inatingivel, inabalavel, independente, auto suficiente.

Não posso te dizer todas essas palavras que ficaram engasgadas, tomo um pouco da sua vodka pra engolir isso tudo. Fico sem dizer.

É, tu me conquistou.

Me faz bem estar aqui, te olhando, te ouvindo, gosto de te ver sorrindo, gosto quando deixa eu dormir no seu braço ou no seu colo, gosto quando você me conta histórias.

Em um desses bares, um dia tu me disse que o passado não importava mais, o importante era o presente, e me abraçou.
Eu estava segura ali, nenhum fantasma podia me assustar, nenhuma lembrança podia voltar, nenhuma dor iria me alcançar, nem mesmo se houvesse um terremoto, um furacão, nem que o mundo acabasse.
Tudo iria a ruína, mas eu estaria intacta, sã e salva nos seus braços.

E assim, como veio se foi.

Fico deitada olhando pro teto ouvindo uma música que não combina comigo, nem com você, mas combina com esse momento.
Fico aqui, olhando pro celular, como se meu olhar bastasse para que ele tocasse e embora eu não tenha mais seu número, eu saberia que era você.
Estou fugindo, apaguei seu telefone porque assim não te procuro.
Eu minto pra mim que não faz diferença, finjo que esqueci, me engano dizendo que tudo não foi nada.

Mas o celular continua mudo.
Adormeço somente com aquela música, é o único som do ambiente.

Tu me conquistou, agora me leva, pra qualquer lugar, pra qualquer drink, com qualquer música. Sempre distraido, esqueceu o que te pertence, foi só isso.
Mas agora volta, e leva o que é teu.

Penso em ti todos os dias, e a noite é pior, passo os dias a esperar, espero que o telefone toque e tu seja cara de pau, invente uma desculpa qualquer pra essa ausencia, pode ser a mais esfarrapada, eu vou acreditar.

Tudo bem, nem precisa de desculpa, só diga que horas passa aqui pois preciso passar batom e dar uma olhada no espelho.

por ♥ Janinha ♥ @ 18:03 - 5 Comentários

Eu, tu, ele, nós...

09/07/2009

Não tinha nada a ver, nunca teve.
Mas de repente parecia que tudo ficou diferente, eu e você,você e eu, nós...
A lua mudou de fase, ou talvez o sol tivesse mudado de posição, não sei dizer.
Tudo foi se encaixando, como pecinhas de lego.

Pensei: " Por que demorou tanto pra acontecer?".

Acreditei de verdade que pudesse dar certo e quis fazer com que isso acontecesse.

Tu, que não era mais aquele tu que conheci outrora.
Esse tu, eu gosto mais. Me faz sentir bem, rir, e tu ri comigo.
Fez sentir saudades, e ter pensamentos durante o dia.

A quanto isso não ocorria?
Ah, lembrei...Mas prefiro esquecer.
Ele não importa mais, estamos falando de tu.

Tu que se mostrou uma surpresa, surpresa boa.
Nem consegui disfarçar que tu me conquistou, falei pra todo mundo que não.
Mas tava ali, estampado na minha cara de bolacha, aquele sorriso tinha nome, era tu.
Passou uma semana, duas, três talvez.

Me pergunto e te pergunto também, cade tu?
Não esse tu, aquele tu.

Tu não é mais o mesmo tu, acho que esse tu é aquele primeiro tu.
Mas não é meu tu preferido.

Será que tu não é mais o mesmo tu, ou eu que não vejo em tu, o tu que vi outro dia que me fez sonhar?
Não sei.

Mas quero tu de volta, aquele tu.

Sei que não depende de tu, pro tu voltar, só depende de mim.
Se quero que tu volte, por que não consigo fazer tu voltar?

Não to satisfeita com tu...
Porque quando tu é tu, quero tu, e quando tu é tu quero tu.

Entendeu?
Nem eu.

por ♥ Janinha ♥ @ 08:19 - 2 Comentários

Aconteceu...

07/07/2009

De repente fiquei sensivel, lembrei dele, me fez sentir saudades.
Saudades nem sei do que. Nem sei porque.
Acreditei ter encontrado a cura pra essa loucura.
Pensei ter deletado as lembranças e enterrado os sentimentos.
Eu estava certa que não mais ia lembrar daquele rosto, daquelas palavras.
Céus, senti o gosto molhado daquele beijo na minha boca.
De onde veio isso tudo logo agora?
Por favor, preciso que va embora.
Vou deitar minha cabeça no travesseiro nesse momento e fechar meus olhos, vou colocar aquela música, pra que quando eu acorde possa me enganar.
Fingir que não pensei nele, não senti saudades, nem chorei.
Mentir pra mim mesma que tudo foi um sonho, porque sonho a gente não controla e nem consegue explicar.
Assim como acontece com certos sentimentos...

por ♥ Janinha ♥ @ 17:40 - 1 Comentários

Pode até parecer fraqueza...

06/07/2009

"...pois que seja fraqueza então.
A alegria que me da, que se vai sem eu dizer.
Se amanhã não for nada disso caberá só a mim esquecer."


Hoje eu queria escrever, mas não queria falar sobre meu dia, nem sobre meu trabalho, não quero falar dos meus amigos, nem das platonices.

Hoje eu quero falar de mim, dos meus gostos, dos meus medos, das minhas dúvidas, do meu coração dos meus pensamentos...

Queria falar o quanto amo MC Donald's mesmo me odiando por isso e o quanto gosto de pintar as unhas de esmalte vermelho e que choro ouvindo música.
Falar que me acho gorda, mas minha auto estima não é baixa.

Odeio pessoas que reclamam demais da vida, pessoas que falam mal de todo mundo, pessoas que mentem...
Falar que eu adoro brigadeiro, que não gosto de frio e amo verão.
Adoro dormir, ler e conversar, gosto muito de falar, falo por horas ás vezes, mas gosto bastante de ouvir e analisar algumas pessoas.
Gosto muito de comprar e sempre gasto demais.

Vivo inventando dietas novas pra quebrar, gosto de academia mas tenho preguiça.
Sou super desorganizada e não tenho nenhuma vocação doméstica.

Sou apaixonada por futebol, adoro cerveja e uisque com energético, sonho assistir uma copa do mundo no estádio.
Odeio novela.

Dizer o quanto inteligencia me fascina e estética não me atrai.

E que adoro cantar e dançar mesmo não tendo nenhuma coordenação motora e sendo mega desafinada.

Mas não é só isso que quero escrever.

O que quer sair é algo que está aqui dentro há alguns dias, mas eu não consigo colocar pra fora.
O que está pedindo pra sair é um sentimento que ainda não consegui identificar.
É uma vontade grande de mudar tudo, de dizer tudo, de gritar, de fazer e acontecer e, ao mesmo tempo, de ficar quietinha no meu canto, olhando, pensando, ponderando…

Muitas coisas acontecendo, boas e não tão boas.
Muitas sendo aprendidas e outras tentando serem processadas.
Um grito, uma voz, uma pessoa querendo sair, mas receando o mundo à sua volta.
Saber o que precisa ser feito, mas faltar a coragem.
Inseguranças passeando e pessoas dizendo para não dar ouvidos a elas.

É estranho.
É estranho se olhar no espelho e ver coisas tão diferentes do que se sente.
É estranho ouvir pessoas falando a seu respeito coisas que sequer passam pela sua cabeça!

É triste.
É triste olhar ao redor e não ver absolutamente nada e nem ninguém que eu gostaria de ver neste momento.
É triste achar que o mundo está errado e que você é a única pessoa certa.

A vida é uma coisa engraçada.
Outro dia eu ouvi alguém dizer que sempre que vemos um espetáculo, não estamos com a alma aberta para apreciá-lo, mas sim para o erro das pessoas.
Estamos sempre esperando que as bailarinas deixem de se sincronizar, que os atores errem suas falas ou que os cantores desafinem.
E é verdade.
O engraçado é que a gente vive assim também.
Quando estamos felizes demais, sempre ficamos com medo de acabar a sensação ou estamos céticos demais para acreditar que aquela felicidade realmente existe.
Por que nós somos assim?
Por que esperamos sempre as coisas ruins acontecerem para vermos o quanto éramos felizes ou para passarmos a dar valor a coisas tão importantes, mas que sempre nos passavam batidos?
Por que nunca aprendemos as lições quando as coisas estão bem?
Sempre precisamos sofrer, levar um tapa na cara para acordar…

Quero falar desses sentimentos...
Tentar dizer e não dizer não é igual a tentar não sentir e não sentir.
E eu to sentindo mas não to dizendo.

Hoje, eu queria escrever palavras deslumbrantes.
Queria escrever talvez o melhor texto da minha vida.
Eu queria escrever um poema que mudasse a humanidade.
Que durasse pra sempre, e inventasse um sentimento novo.
Que os séculos passassem, e ninguém lembrasse de mim ou do poema, mas que ele permanecesse como o eco de corações batendo.

Estou com medo, portanto não vou falar desse sentimento que me deixa extremamente vulneravel.

"Deixo assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer"

por ♥ Janinha ♥ @ 10:38 - 3 Comentários

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